28 de junho de 2006

É URGENTE O AMOR . À ARTE

Ontem, por mero acaso, visitei a Fnac à hora do lançamento do livro "Retrovisor - Uma biografia musical de Sérgio Godinho", do Nuno Galopim. Não cheguei a tempo da apresentação, mas ainda pude cumprimentar um dos meus raros ídolos. Devo-lhe horas de alegria infindáveis há mais de vinte anos (pensando bem..., bem mais de vinte anos, god damn it!). Foi o poeta dos anos 80 e cada palavra que fez o favor de nos cantar continua a fazer o mesmo sentido.
O livro é lançado pela Assírio, outra das editoras a quem devemos a melhor poesia (para não mencionar em edições antigas, o Mishima e por aí fora, no campo da prosa). Não estava lá a multidão que parece ter-se acotovelado uns dias antes por um autógrafo da Floribela, ou lá como é que se chama a rapariguita das novelas.
Por isso mesmo, é preciso abraçar os bons. E aqueles que gostam dos bons. Os que distinguem entre o hamburguer enfiado pela boca abaixo pela televisão e a obra original. Seja na literatura, na música ou noutra arte qualquer.
Seria tudo mais simples se a minoria dos que perdem tempo a escutar o mundo se unisse, passasse palavra e se mobilizasse para ir "lá" cumprimentar, dar um abraço, dizer ao artista que não está sozinho...


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